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De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

terça-feira, dezembro 09, 2014

tempo de acalmia - curtas saídas

A bordo o 'forno' que nos aquece e dá vida ao fruto da época que nos alimenta 'a alma' a  'castanha'.
15 e 16nov14
Aver-O-Mar
Um desabafo em forma de revolta adormecida.
< O estado a que o 'estado' nos tem conduzido vai-nos tolhendo. Onde anda a transparência, a honestidade e a competência na política? Continua-se a verificar que se vão fermentando más práticas que o tempo vai fazendo atenuar e a mentalizar o Povo de que tudo é normal. O protesto talvez devido ao cansaço vai sendo abafado. Os Direitos e expectativas no Futuro vão-se diluindo no presente e no futuro e a chama que se almejava de um futuro de acalmia e justo, vamos paulatinamente tomando consciência de que se vai esfumando para esta geração e para as vindouras. >
e lá vai o Manuel Vitorino a pedalar pela Avenida dos Pescadores
É neste conformismo que as viagens vão dando lugar a pequenas saídas em redor da terra que me viu nascer.
Com um outono que ora se apresenta chuvoso, ora soalheiro, vamos fruindo a proximidade do Oceano que retempera as ideias.
a passagem dos ciclistas a caminho da Aguçadoura, terra natal do Campeão do Mundo Rui Costa
Sob um 'alerta amarelo' da proteção civil, pensando rumar a um porto seguro no refúgio de Vila do Conde, recebemos chamada do amigo Manuel Vitorino que sabendo que o meu local preferido seria Aver-o-Mar, de lá me ligou.
Pela manhã... apenas nós!!!
Então... já não se pode pernoitar aqui no areal? Porquê? retorqui. Não está cá ninguém... Vou aí ter... e lá passamos uma noite calma no imenso areal adormecendo com o ruído assustador das ondas... 
22 e 23nov14
Aver-O-Mar ( de novo )
Em dias de muita chuva, poucos se atrevem a sair de casa, muito menos a procurar o Mar.
Sou dos que gosta de aproveitar a Liberdade que a autocaravana me proporciona, mesmo se a maior parte das pessoas não pensa assim, talvez por nunca haverem tentado vivenciar esta forma de vida.
Uma vez mais num local que nunca me cansa de o fruir.
Desta vez, o início da noite com chuva mas de acalmia, deu lugar a forte nortada seriam umas quatro da manhã.
Nada que me tenha atrapalhado pois a essa mesma hora, deixei uma pequena abertura e avancei em direção ao passeio... remédio santo... deixei pura e simplesmente de sentir o vento forte e adormeci sossegadamente até meio da manhã.
Dias 6, 7 e 8dez14
Braga - Ponte de Lima - VILAPRAIA DE ÂNCORA - Braga
Três dias em que o sol era anunciado, rumamos a *Ancora com breve paragem em Ponte de Lima.
Não será por acaso que a Vila mais antiga de Portugal é reconhecida como um património universal, um território sem fronteiras mediador de um movimento que entende o nosso planeta como um lugar sagrado.
Soube astuciosamente gerir um distanciamento sadio dos valores que regem a nossa cultura atual e orientar o culto à ciência e ao racionalismo para as áreas do Património, Ambiente e Ruralidade. 
O culto da terra e da tradição são os pilares basilares de desenvolvimento, inscrito nas mais profundas raízes limianas e que traça o perfil marcadamente rural. 

Esta matriz genuína evidencia a nobre herança de outrora, gravada nas fachadas imponentes que sobressaem da paisagem natural e revelada, de forma sublime, nas relações de proximidade e na arte do bem receber.
Ponte do Lima é berço do Turismo de Habitação, da casta Loureiro que distingue o Vinho Verde e do Arroz de sarrabulho apreciado nos mais recônditos lugares do mundo. É a Vila mais florida e mais antiga de Portugal.
Ponte de Lima é Vila porque quis ser Vila e recusou ser cidade. É algo mais do que um simples destino... O que a torna tão especial? Desde há décadas que a descobri por mim mesmo.
Haveríamos de sair desta simpática e sempre agradável Vila, para entrando na autoestrada (scut - grátis ainda), sairmos próximo de Vila Praia de Âncora.
O local escolhido para pernoita, sobre o mar adiante do novo porto de pesca.
sempre diferente
Os vizinhos à direita... um casal Alemão quarentão no 1º dia de visita a Portugal. Andarão fora de casa 6 meses!!!!
Ainda antes do Jantar, o passeio pedestre na Vila.
O brinde do 1º dia.
Um previlégio

a acalmia do velho porto pesqueiro
Habitantes: 4.819 pessoas (I.N.E.2011).
Sectores laborais: Agricultura, pecuária, pesca, Comércio, Hotelaria, Serviços e Indústria. 
Dia 7 pela manhã, caminhada até Molêdo do Minho
Lindo!
Feira: Semanais, às quintas-feiras.
Tradições festivas: Senhor dos Aflitos (1 de Janeiro), S. Sebastião (2º domingo de Agosto), Senhora da Bonança (2º domingo de Setembro), S. Brás (1º domingo de Fevereiro) e jogos tradicionais.
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos:  Igreja Paroquial, Forte do Lagarteiro, capelas da Sra. Das Necessidades (Sra. Bonança), de S. Brás, de S. Sebastião e do Divino Salvador, Gruta de N. S. de Lourdes, Ponte de Abadim, vários cruzeiros, alminhas e ninhos, Praia das crianças, ruínas da igreja de Bulhente, rio Âncora, Dólmen da Barrosa e alto do monte do Calvário.
Artesanato: Barcos de pesca e miniaturas em madeira e gesso.
Gastronomia: Parrilhada de peixe e de marisco, cabrito à serra de Arga, arroz de marisco a moda do portinho, caldeirada à Tio Feito, torta de marisco, bacalhau à S. Lourenço da Montaria, sardinhas recheadas, bacalhau dourado, peru estufado e recheado à Meira, bolinhos de coco e doces de romaria.
Espanha à vista







ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Vila Praia de Âncora, faz parte do concelho de Caminha e pertence ao Vale do Âncora, tendo aí os seus limites estabelecidos na seguinte ordem: a Norte, a Freguesia de Moledo; a Nascente, a Freguesia de Vile; a Sul, o rio Âncora e a Freguesia de Âncora e a Poente o Oceano Atlântico.
Esta freguesia tem um clima de uma amenidade surpreendente, está aconchegada das ventanias, encrostada em colinas sobranceiras de encantadoras paisagens.
Em 1991, ainda 15,2% dos residentes activos se ocupavam da agricultura, contra 31,2% que se empregavam na indústria e já 53,6% no terciário. A tendência para uma evolução rápida e positiva do terciário, assenta fundamentalmente no ramo do turismo e no equilibrado aproveitamento do mar, do rio e do campo ainda rural que rodeia a vila. Esta zona rural, onde, segundo a opinião dos responsáveis da Junta de Freguesia, ainda trabalham 4% dos activos (a maioria como complemento e não como actividade principal), espraia-se desde o Monte do Calvário (local de belíssimas paisagens), pelo lugar da Rocha com todo o seu tipicismo rural e artesanal, até ao lugar do Chão da Lameira com hortas e vinhedos e a Vile, Varais e Bulhente, já nas encostas da Serra de Arga.
Para as refeições económicas - Espaço pequeno mas agradável. Boa cozinha. 

A capacidade hoteleira é boa e um dos pilares do desenvolvimento turístico. Diga-se que neste aspecto, também não falta animação e capacidade para atrair turistas: Desde as praias fluviais e atlânticas, neste caso com destaque para a dita Praia das Crianças (um areal de águas tranquilas em que o rio e o mar se acalmam mutuamente para benefício da pequenada), até as maravilhosas margens do rio Âncora, à gastronomia regional, ao magnífico panorama visto do Monte do Calvário, até ao património edificado, em que sobressai a Matriz, o Forte da Lagarteira, as Capelas de Nossa Senhora da Bonança, de S. Brás, do Divino Salvador, de S. Sebastião, etc.
RESENHA HISTÓRICA
A freguesia de Vila Praia de Âncora já aparece mencionada na documentação do séc. X, então com a denominação de Gontinhães. Era uma paróquia com igreja e que estava organizada muito provavelmente segundo a fórmula ancestral de Villa rústica, à qual pertencia o sítio chamado da Lagarteira.
Esta paróquia de Santa Marinha de Gontinhães atravessou mais de 1000 anos de história local e de tal forma a denominação se enraizou, que ainda é usual na região, tal como ainda há quem chame de Gontinhães a Vila Praia de Âncora, até porque, na verdade só em 1924, a secular Gontinhães se transmutou em Vila Praia de Âncora.
Toda a região é rica em vestígios arqueológicos, quer do Neolítico, quer da cultura Castreja (Idade do Ferro), mas o vale do Âncora tem atraído a especial atenção dos arqueólogos. O rio nasce na Serra de Arga e após 15 km chega ao mar num sítio a 7 km, a sul da foz do rio Minho. No sítio chamado Lapa dos Mouros, pode ver-se aquele que é provavelmente o Dólmen mais notável da pré-história em Portugal (o Dólmen da Barrosa). 
Nos finais do século passado, Martins Sarmento deu a conhecer uma povoação castreja, hoje conhecida por Cividade de Âncora. Trata-se dum monte, excepcionalmente bem situado para cumprir missões defensivas entre o mar e uma ampla área circundante, habitada pelo menos até ao séc. I d.C.
Os romanos terão aqui instalado um entreposto mineiro para recolha dos metais que exploravam nas minas de Ribô, Orbacém e Gondar. Talvez por ter existido aí um entreposto com cais de embarque, se tenha gerado a ideia de que os romanos teriam baptizado o sítio com o nome de âncora, por aqui desembarcarem as suas tropas e aqui embarcarem o minério. Essa é a ideia de Argote. No séc. XIII generalizou-se a lenda de que teria sido na foz deste rio que o rei Ramiro (o da lenda de Gaia), afogou a sua adúltera e saudosa esposa com uma mó atada ao pescoço como se fora uma âncora... Ao que tudo indica no entanto, o nome é anterior e tem origem no nome que o próprio rio já teria. Quando a paróquia foi formada, ainda o sítio onde hoje está Vila Praia de Âncora seria completamente desabitado, principalmente por ser um sítio aberto e exposto aos constantes ataques dos piratas normandos. O mesmo Argote diz que aqui terá existido um fortim para vigilância e aviso. Por isso a paróquia inicial se fundou na “Villa” de Guntilares (dum tal Guntila) mais no interior e mais resguardada. Esta “Villa” teria resultado duma acção de presúria efectuada pelo Conde Paio Vermudes, aquando do repovoamento desta faixa do litoral até ao Lima (séc. IX) ou por um seu vassalo que se chamaria Guntila. O mesmo que terá povoado Bulhente. 

O topónimo já está documentado nos finais do séc. IX, altura em que parte das terras da Vila foram doadas ao Mosteiro de São Salvador da Torre. Data de então a primeira igreja consagrada como era usual, a Santa Marinha. Os tempos posteriores foram bem difíceis e desastrosos devido às razias muçulmanas e a foz do Âncora deve ter-se tornado um dos sítios mais perigosos de toda a costa norte. Era um ancoradouro que dava para um vale rico e fértil, por isso muito cobiçado e também frequentemente assaltado. Daí que uma outra Villa, a de Saboriz, provavelmente fundada no sítio actual de Vila Praia de Âncora, tenha tido uma vida precária, embora a documentação a relacione com uma Venda Velha ou com uma Pousada necessária para esta zona de muita passagem (séc. X) entre Braga e Tui.
Igreja Paroquial, Forte do Lagarteiro, capelas da Sra. Das Necessidades (Sra. Bonança), de S. Brás, de S. Sebastião e do Divino Salvador, Gruta de N. S. de Lourdes, Ponte de Abadim, vários cruzeiros, alminhas e ninhos são patrimónios existentes da freguesia de Vila Praia de Âncora.
Só em 1924, por força da Lei 1616, de 5 de Julho, passou a denominar-se Vila Praia de Âncora.»

domingo, novembro 02, 2014

Pequena incursão na Galiza

31.out.14 - 6ª. feira
BRAGA
Hoje gostaria de ser poeta ou escritor.
Existem afetos que nos travam o pensamento e não nos deixam passar para o teclado palavras que se interliguem entre si de forma a transmitir emoções vividas e o estado de alma em que se fica.
Óbviamente que não sendo insensível aos maus tratos e abusos infligidos a milhões de crianças no mundo e ainda a todas aquelas que vivem em pobreza extrema ou nos horrores das guerras que grassam pelo planeta, abomino de igual modo os maus tratos que muitos humanos cobardemente infligem aos animais já que estes não sendo seres humanos , são seres vivos que mesmo não falando a nossa linguagem, sentem e sofrem.
a chegada à Clínica a visita do 'Sebastião' (gato residente)

Nos últimos dias tinha notado que algo de anormal se passava com o meu 'rafeiro' TIKO - um gatito que alguém abandonou há 12 anos à porta da Clinica Veterinária de Prado e me foi entregue pelo meu filho sendo que aos poucos me fui adaptando e habituando às suas tropelias recebendo em simultâneo o seu 'ronronar' de reconhecimento pelos afetos recíprocos.
Já fazia parte do meu quotidiano nas permanências caseiras sendo que nas minhas ausências me ia aguardando pachorrentamente sem pestanejar.
Decidi 6ª. feira levá-lo à minha nora - Clínica Veterinária de Braga.
Calmamente deixou que lhe fosse colocada a 'coleira', e feita colheita sanguínea para análise.

Deixei-o sem pensar da gravidade do diagnóstico mesmo se a minha nora me fez ler no seu olhar que algo de mau estaria para chegar.
Sábado pela manhã estive a afagar o focinhito do meu companheiro de uma dúzia de anos e então vi o seu olhar de tristeza.
Não me contive - as lágrimas correram-me pelo rosto.
Tanto a minha nora como o meu filho, ambos médicos-veterinários me fizeram compreender que ainda que eu pudesse diariamente aplicar-lhe duas injeções de insulina diárias... a saúde do bichano iria paulatinamente agravar-se e a dor seria sempre mais forte para os dois e que sendo eles por princípio contra a aplicação de algo que lhe ponha fim à vida... foi isso que me recomendaram, por isso parti por uns dias para minorar a grande tristeza que me assola.
Dia 1.nov14 - sábado
BRAGA - Ponte de Lima - Viana do Castelo - VILA PRAIA DE ÂNCORA
Os parceiros habituais de viagem rumaram cedo para Viana do Castelo.
O dia convidava a procurar novas terras pois sendo outono o sol brindou-nos com o seu esplendor todo o dia.
Chegado à Praia Nova a meio da tarde desafiei os meus parceiros a avançar um pouco mais em direção a Norte.
AS para AC de Vila Praia de Âncora
A localidade escolhida foi Vila Praia de Âncora que sabíamos ter deixado de perseguir os Autocaravanistas e até criou uma AS para AC num espaço da Central de Camionagem.
AS para AC de Vila Praia d'Ancora
Como fica na parte interior da Vila, percorremos a marginal até que na zona da marina avistamos um _P_ agradável junto ao mar e lá estacionamos para pernoita,
AS para AC de Âncora
Dali o sempre agradável passeio pedestre pela localidade.
O arranjo urbanístico junto ao mar reabilitou toda aquela zona tornando-a simpática e acolhedora pois inclusivé foi criada uma ecovia que ainda mais valorizou a terra.
Vila Praia de Âncora





Vila Praia de Ancora  - O nosso bairro

a praça central




um final de dia maravilhoso

o _P_ adotado pelos AC - apenas com o ruído do ribombar das ondas
a praia fica mais adiante
Percorridos: 82 Km
_P_ Gps   N 41º 49’ 01.5’’  W 8º 52’ 12.5’’ –  Wifi (Zon/NOS) + TDT
Dia 2.nov.14 – domingo
V.P.Âncora – V.N. Cerveira – Caminha – Valença – Tui (Esp) – Salvaterra de Miño – As Neves – RIBADAVIA
O céu inegreceu... 
Mesmo se a manhã surgiu escapatória, ao sairmos surgiram mais a norte ‘relâmpagos’ e o céu ficou escuro e ao chegarmos a Cerveira à AS para reabastecimento, a chuva foi dando sinal e daí em diante  ia caindo com mais abundância.
AS de VN Cerveira
Por estas bandas os 'crentes' vão sumindo...

Cerveira
A ponte de Cerveira para Espanha
até Caminha a chuva caíu abundantemente
Em Tui paragem na Estação de Serviço para troca de 2 botijas de propano que me custou € 15,00/cada bem menos que os € 27,50 pagos em Lagos no mês de setembro.
Entrada em Tui pela 'ponte Eifell'
A caminho do destino previamente gizado, pequena paragem nas margens do Minho em Salvaterra de Miño onde um enorme parque verde não fora a tarde chuvosa convidaria a ali ficar e caminhar no seu interior.
As Neves
Rumamos para aquele que pensamos ser o destino do dia, a pequena localidade de As Neves já que possui uma AS para AC. Era ainda cedo para ficarmos pelo que uma breve visita à pequena localidade sede de concelho levou-nos a mudar de rumo em direcção a Ourense tendo sido escolhida a localidade de Ribadavia para pernoita.
Câmara de As Neves
Em Das Neves avista-se Portugal
As Neves é um município raiano na província de Pontevedra, na Galiza, com uma população de  cerca de 5.000 habitantes.
AS para AC em Das Neves

Não foi nada fácil encontrar local plano para estacionar dado que a localidade tem ruas de declive e o estacionamento não abunda.
Sendo já noite essa tarefa não foi nada fácil, contudo já no final das voltas e reviravoltas surgiu um local sossegado junto ao rio onde as pequenas quedas do rio nos davam uma melodia constante de fundo.
Parcorridos: 218 Km ( Dia 136 Km )
Gps N 42º 17’ 40.7’’ W 8º 08’ 24.4’’
Dia 3.nov.14 - 2ª. feira
RIBADAVIA - OURENSE
A meio da manhã a chuva caia não muito forte. Os meus amigos recusaram-se a sair da ‘toca’.  
a noite foi passada com o ruído crepitante das quedas...
O que nos rodeava durante a noite
Percorri a cidade com chuva. Os monumentos estavam encerrados e o Posto de Turismo também. Uma localidade para revisitar com bom tempo.
Ribadavia é um município da Espanha na província de Ourense, comunidade autónoma da Galiza, de área 25,1 km² com população de 5390 habitantes (2007) 
A vila estava originalmente situada na margem esquerda do rio Avia, transladando-se posteriormente para a margem direita e, na Idade Média, já surge referida como Rippa Avie, acepção de origem romana.

Foi durante a Idade Média que a cidade atingiu o seu máximo esplendor, chegando mesmo a tornar-se a capital do Reino da Galiza (1064-1071) e algures neste longo período da história inicia-se o cultivo da vinha, possivelmente potenciado pela Ordem de Cister.

Mais tarde, em 1164, torna-se vila realenga, condição que duraria até 1375, altura em que passa a ser senhorio do Conde de Ribadavia.
Conserva parte da muralha medieval, fechada em 1157, as ruínas do castelo dos Condes de Ribadavia, e possui uma das mais bem conservadas judiarias de Espanha, com a sua própria sinagoga.

A cidade foi declarada Monumento Histórico Artístico em 1947.

o que resta do castelo


A Praça Maior
Paços do Concelho de Ribadavia

Um 'coche' na via pedonal?...
 No final da manhã ainda fui a uma Estação de Serviço da Galp para trocar com sucesso uma ‘bombona’ de gas da Galp de PT por uma de Espanha o que me dará uma autonomia notável para futuras viagens dado que as torneiras em Espanha são multimarcas e a permuta de igual modo.
Ribadavia
Prossegui ao encontro dos meus amigos que já me aguardavam no local ribeirinho próximo da piscina de águas quentes no Rio Minho.
Ourense
já a deambular pelas margens do Minho

O nosso bairro em Ourense junto ao Minho
as águas férreas de Ourense... junto ao Minho




As piscinas públicas de água termal
Após o almoço, a caminhada de pouco mais de 2 km sob copiosa chuva até ao Centro Comercial onde no MacDonald’s acedi á net.
A 'nova ponte'
A ponte Romana
Segundo a tradição a ponte teria sido construída durante o reinado do imperador romano Trajano, mas na realidade foi no reinado de Augusto, no século I d.C. Apenas a parte inferior dos pilares (algumas pedras das bases segundo algumas fontes) é da ponte original romana. A ponte fazia parte de um ramal da estrada romana Via XVIII (também chamada Geira ou Via Nova) do Itinerário de Antonino. Foi restaurada em mais do que uma ocasião ao longo da história e o seu aspeto atual é em grande parte o resultado das obras do século XVII.
A primeira menção escrita à ponte é de 1119 — no testamento de Urraca I de Leão são mencionadas as obras de restauro da ponte. A situação estratégica da ponte como nó de comunicações no centro da então província da Galécia contribuiu muito para o desenvolvimento de Ourense nos séculos seguintes à sua construção. No século XII o arco principal da ponte cedeu, o que originou uma série interminável de reparações e derrubamentos que só ficaram concluídos no século XVII. As obras finais desse século foram dirigidas por Melchor de Velasco Agüero e deram à ponte o seu aspeto atual, marcadamente medieval apesar de se manterem alguns elementos romanos originais como alguns dos arcos.
Em meados do século XIX, aquando da abertura da estrada Villacastín-Vigo, foi demolida a torre existente na ponte, que figura no escudo de Ourense. A ponte foi declarada monumento histórico por decreto da Jefatura del Estado de 6 de abril de 1961. Atualmente, após ter sido fechada ao tráfego motorizado em 1989, é um dos três símbolos principais da cidade, juntamente com As Burgas e com a Catedral de São Martinho.
Já com alguma acalmia meteorológica percorremos o ‘casco histórico’ visitando a Catedral fundada em 572 e reconstruida nos séc. XXII-XIII com um vasto retábulo dourado obr de Cornelis de Holanda.  e ao pé o harmonioso claustro de São Francisco do séc. XIV. 

a água saía das tampas de saneamento tal a quantidade de precipitação
Um 'monumento' algo bizarro
Para lá chegarmos e no regresso optamos por passar a ponte romana que com os seus sete arcos atravessa o Minho.

Regressados ainda apreciamos a coragem de alguns locais que se banhavam na piscina aquecida/natural do Rio Minho. 




Percorridos: 251 Km ( Dia 33 Km )
_P_ N 42º 21’ 04.8’’  W  7ºn 52’ 55.7’’
Dia 4,nov,14 - 3ª. feira
OURENSE – MARGENS Rio Sil – OURENSE
incompleto
atualização para breve










Percorridos: 294 Km ( Dia 43 Km )
Dia 5.nov.14 – 4ª. feira
OURENSE – CARBALLINO – PONTEVEDRA – COMBARRO


















Visita a Pontevedra
AS de Pontevedra - Útil mas modesta.
AS AC em Pontevedra - N 42º 25' 20.4''  W  8º 39' 20.4''
Pontevedra





passagem de peões em Ponte Vedra


Ourense

Combarro






O nosso 'poiso' 
































AS para AC N 42º 25’ 23.0’’ – W 8º 39’ 24.4’’ – Percorridos 400 Km
Marina de Combarro – N 42º 25’ 41.3’’ – W 8º 42’ 84.7’’
Percorridos: 408 Km ( Dia 114 Km )
Dia 6.nov.14 – 5ª. feira
COMBARRO - VN CERVEIRA - PONTE DE LIMA - BRAGA
Com as previsões meteorológicas a anunciarem a continuação de mau tempo, a decisão do regresso foi precipitada.
Haveremos de voltar concerteza já que a Galiza aqui tão perto tem um manancial de locais interessantes a conhecer.
Percorridos: 585 Km ( Dia 177 Km )